sexta-feira, 29 de abril de 2011

CONSUMIDOR BATE O PÉ CONTRA VENDA DE SACOLA

Com quase 20 pessoas na mesa de discussão - entre vereadores, representantes de órgãos de defesa do consumidor, empresários e pesquisadores - e outras 50 pessoas na plateia, a Câmara Municipal de Belo Horizonte realizou ontem uma audiência pública sobre a cobrança pelas sacolas biodegradáveis (compostáveis).


Desde a semana passada, quando as embalagens plásticas foram proibidas, os supermercados passaram a cobrar R$ 0,19 por sacola, prática condenada pelos vereadores, que pediram ao Procon Municipal de Belo Horizonte que se posicione sobre a cobrança e investigue possível formação de cartel, já que as sacolas são compradas da mesma empresa, a Extrusa, e vendidas pelo mesmo preço em todos os supermercados.

O vereador Arnaldo Godoy (PT), autor da lei que proibiu o plástico, explicou que a legislação não determina a cobrança. "A cobrança não é prevista em lei, é uma determinação do empresário", disse. Ele completou que é contrário à venda de sacolas. "Penso que os empresários deveriam dar sua parcela de contribuição à questão ambiental", afirmou.

O superintendente da Associação Mineira de Supermercado (Amis), Adilson Rodrigues, defendeu a cobrança. "Nós não queremos vender sacola. Estamos repassando a preço de custo", disse. Ele também afirmou que o foco dos supermercados são as sacolas retornáveis e disse que a proibição da sacola plástica foi apoiada pela população de Belo Horizonte. Ele foi interrompido por questionamentos da plateia sobre outros tipos de plástico usados diariamente para embalar outros alimentos.

A vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB) fez coro: "Saímos todos bonitos na rua com as sacolas retornáveis e, dentro dela, vão muitos produtos embalados em plástico." Ela apresentou projeto para proibir a cobrança da sacola em Belo Horizonte.

Já o vereador Paulinho Motorista (PSL) quer proibir a venda de sacolas retornáveis com propaganda dos supermercados.

A presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais, Lúcia Pacífico, se disse favorável à cobrança como maneira de reduzir o número de sacolas usadas a cada compra.

Qualidade

Os vereadores acham que a embalagem vendida não suporta os seis quilos que deveria. O presidente do Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), Francisco de Assis Esmeraldo, disse que a norma técnica não era cumprida nem antes da mudança.

Matéria retirada daqui!

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