domingo, 20 de março de 2011

Minha casa, minha dívida

Vocês devem ter notado que eu não ando muito frequente por aqui (algum dia eu fui???), e já de imediato quero me desculpar com os poucos leitores que dedicam minutos da sua vida e neurônios da sua mente para ler esta porcaria kkk (lembrando que assim como em loja de R$1,99 eu também não devolvo seu dinheiro e nem vou pagar seu advogado caso você se sinta lesado por ter se tornado uma criatura lesada de tanto ler este blog hehehe!!!)...enfim...o motivo, o fato, a situação que me levou a esse pequeno sumiço é a procura (tá parecendo mais caçada a bicho em extinção) por uma house (leia-se aqui casa, barraco, moradia, residencia, lar doce lar, lona e por aí vai, para quem como eu não sabe muita coisa de inglês).

Sim, eu estou a fins de adquirir minha tão sonhada casa própria. Pra falar a verdade prefiro me refirir a ela como canto, já que casa soa algo tipo investimento, dinheiro juntado de tempos, lugar com o mínimo de quartos disponíveis para visita e uma sala grande (casa aliás era o que eu ia construir no meu antigo lote, vendido para compra de um canto, justamente pela falta de recursos para construir uma coisa digna de ser chamada de casa), então sem mais definições plausíveis para o momento, chamarei apenas de meu canto ok?!

Bem, então a mais ou menos 1 mês eu estou completamente entregue a tarefa de encontrar um canto pra mim, o que evidentemente se formos analisar que se trata de um local para morar, e vai saber se não seria para a vida toda, é até pouco tempo de procura, o que me abre aí um espaço de tempo legal para continuar pesquisando, procurando, visitando,até achar "o local", porém, considerando o pouco recurso financeiro de que disponho, e a literal falta de opções dentro do valor, já que analisando linhas de credito, financiamento, chegamos (eu e meu namorido) a conclusão de que devemos excluir este tipo de coisa como opção de pagamento, já que os simuladores de financiamento nos mostraram que ficariamos presos a prestações praticamente vitalícias, e cara, eu prefiro morar mal (leia-se aqui, morar na roça, na ponte que caiu, no inferno kk) que passar o quase resto da minha vida pagando prestação de casa e não ter tempo de curtir ela ou a vida.

Quem paga financiamento ou prestação assim sabe do que eu estou falando, paguei 6 anos meu lote e ozzy (meu jeito de me referir ao meu deus kk) sabe como quis muitas vezes chutar o balde, dar a doida só pra poder ter meu dinheirinho pra um lazer, uma roupa nova ou uma "gracinha" de vez em quando e você pode estar aí pensando "ah, quem quer as coisas tem de fazer um sacrificio" mas quando se tem filho ou filhos sabe-se bem a falta que esse tipo de coisa faz na vida da gente.

Chorumelas a parte, creio que a dor de cabeça que anda me detonando junto com a insonia e mal humor ácido começou por aí, quando iniciei minha caçada ao home sweet home! (lar doce lar pra quem não tem google tradutor aí), isso porque eu esbarrei em algumas coisas que estão sacaneando meu propósito...tipo, descobri que provavelmente embora esteja na classe c, devo pertencer a classe d ou alguma que ainda não foi classificada pois tenho percebido que meu dinheiro não vale nada e além disso, descobri que aquele plano do governo minha casa minha vida deveria se chamar minha casa, minha dívida porque de facilidade para quem não tem uma grande coisa de renda, não tem nada; é mais burocratico que tudo, é ilusório, e praticamente um enganador de velhinhas kk, porque quem tem a renda que eles pedem pode comprar uma casa de verdade e não um "pombalzinho" ou um "apertamento" como o que eles vendem, sim, porque toda aquela propaganda de um imóvel quase de graça tem um preço e por mais que você pense em todos os lados positivos como por exemplo o de estar pagando algo que será seu, eu digo não, não amigo, você não está pagando algo seu, será seu, e só será seu se você pagar tudo (até aí tudo bem!) e depois disso farão uma analise final burocratica e aí sim, se for do consenso deles é que vão determinar você como dono. Além de tudo, você fica preso pro resto da vida ao seu imóvel, porque ele não é transferível, então concluímos que você terá de ter uma vida correta e ser um engolidor de sapos até morrer, porque se brigar com vizinho e isto lhe causar mal estar, se bater de frente com o tráfico do seu bairro (sim, porque esse tipo de imóvel pago de forma mais "acessível" é construido igualmente como o de mutirões e desapropiações, ou seja, você sempre terá como vizinho o tráfico ou as milícias, pode escolher), se cançar da vista, se querer dá uma doida um dia e desejar vender tudo simplesmente e teoricamente não poderá fazer isso, pelos motivos já citados acima. Então, posso dizer e acredito que você já entendeu que este tipo de opção nós também descartamos.

Por eliminação (alguém compra imóvel assim??) nos sobrou duas soluções, comprar em vila (leia-se aqui favela, residencial de pobre, área, blá blá blá
(Cr** te amo viuh kk, nada pejorativo, você já vai entender) e correr o risco de algum dia a prefeitura vir e tomar seu barraco, levando todo o seu pouco dinheiro investido (mesmo que a prefeitura indenize, esse dinheiro nunca substitui o que você já empregou de dinheiro na sua casinha e a menos que ela lhe coloque em algum local decente, o mais possível é você ir parar em outra vila, tocando a vida de vila em vila ;)) ou comprar num bairro mais distante, ou mesmo fora da capital mas dentro da região metropolitana, numa cidade menos evoluída ou se nada der certo mesmo, aceite as origens e compre na roça mesmo kk.

Como havia dito, pela falta de maiores recursos ( e soberba disfarçada em visão de futuro kk) optei pela segunda opção e tentar encontrar algo na região metropolitana da minha cidade.Dentro dessa opção tenho agora sub opções (como se escreve esta palavra nas novas regras de portugues, alguem sabe? kk), compro numa região melhorzinha mas longe pacas da minha cidade natal (onde vai ser dificil eu visitar alguém ou receber visitas devido a quantidade de passagens e tempo que se gasta para se deslocar até lá) ou compro numa piorzinha que eu tenho certeza que nunca vai evoluir ou melhorar só pra ficar mais perto da minha família ? - Meu lado antisocial me tenta a seguir a primeira opção, já que mesmo morando aqui eu raramente visito alguém e a distancia seria uma boa desculpa pra evitar festas, reuniões familiares e afins (o povo da minha familia é decendente de italiano então briga demais e faz festa demais e eu odeio as duas coisas kk),mas mesmo não sendo uma pessoa social e gostar de ficar na minha, gosto de saber que eles estão por perto e gosto quando eles vem na minha casa, então mesmo não admitindo eu sentiria muita falta deles. Morando "na roça" que tem aqui perto eu obviamente estaria perto, mas moraria mal em termos de infraestrutura, já que tecnicamente falando encontra-se boas casas com o valor que tenho em mãos nessa região, porém corro o risco de encontrar a casa perfeita mas ficar longe daquela coisa de asfalto, comércio ao lado e opções de tudo por perto, já que o povo de lá, vira e mexe migra pra cá pra comprar as coisas...enfim...estou numa dúvida danada, porém continuo procurando, porque conto com a sorte que tenho, de achar coisas boas no lixo kk.

Abrindo o leque: E você, já teve um dia que escolher entre o ruim e o menos pior, comenta aí!

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